Pai (Deva)
Se eu tivesse que te escolher, entre todos os pais do mundo, eu te escolheria todas as vezes. Mil vezes, sem hesitar.
Se eu tivesse que te escolher, entre todos os pais do mundo, eu te escolheria todas as vezes. Mil vezes, sem hesitar.
Você foi abrigo. Foi presença silenciosa. Foi dignidade em forma de homem.
Você foi um bom pai. Um pai inteiro. Desses que não precisam levantar a voz para ensinar, porque ensinam com a vida. Desses que constroem respeito sem medo, amor sem cobrança, caráter sem discurso.
Você foi amado – e muito. Pelas amizades verdadeiras que atravessam décadas. Pela família que sempre encontrou em você um homem justo. Pela filha que teve o privilégio de crescer sentindo segurança no olhar do pai. Pela neta para quem você sempre foi presença, aqui ou através do oceano.
Se em algum momento você duvidou de si, se alguma ausência te fez pensar que falhou, eu preciso que você saiba: não foi falha, foi ingratidão alheia. A dor do abandono nunca fala sobre quem ficou, fala apenas sobre quem não soube permanecer.
Você foi um excelente pai. Um marido digno. Um profissional correto. Um homem de caráter raro.
Você não passou pela vida em vão. Você deixou marcas bonitas. Deixou gente melhor. Deixou amor.
Hoje, eu te devolvo tudo que recebi. Em forma de gratidão. Em forma de honra. Em forma de verdade.
Vá em paz, pai. Com a certeza de que foi digno. Com a certeza de que foi suficiente. Com a certeza de que foi grande.
Seu nome permanece. Sua história permanece. E o meu amor por você... esse não tem fim.
Bia Melara
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