Carta aos Recomeços
Sobre a coragem de começar de novo e a poesia do que ainda pode ser.

CARTA AOS RECOMEÇOS
Queridos recomeços,
Em você habita a beleza do não desistir, a coragem de tentar de novo, o brilho do possível onde parecia haver apenas sombras. Vocês chegam como sussurros de esperança nos momentos em que tudo parece encerrado, oferecendo a promessa de que ainda há vida além do que se perdeu.
Nem sempre são fáceis, eu sei. Por vezes, seus convites vêm acompanhados de medos e dúvidas. Recomeçar exige olhar para trás e aceitar que algo acabou, que uma fase se fechou, que algo em nós ou no mundo não cabe mais. É preciso coragem para soltar o que não foi como sonhado, desapegar-se do que já não pertence ao agora.
Mas vocês também carregam a doçura do novo. Cada recomeço é uma página em branco, uma chance de redesenhar caminhos, de construir pontes onde antes havia abismos. E não importa se chegam no silêncio da madrugada, no sorriso de um encontro inesperado ou no impulso de um dia comum. Vocês sempre se vestem de possibilidades.
Vocês, recomeços, são mestres da paciência. Ensinam-me que não é preciso pressa, que a reconstrução se faz um tijolo por vez, com mãos que tremem, mas seguem firmes. Vocês me mostraram que recomeçar não é apagar a história vivida, mas bordá-la com novos fios, reconhecendo os erros e as conquistas que me trouxeram até aqui.
Há quem os tema, como se recomeçar fosse sinal de fracasso. Mas eu vejo vocês como celebração da força humana, como prova de que, por mais que caia, o coração sempre encontra um jeito de levantar. Vocês me ensinam que errar faz parte do viver, e que cada recomeço traz consigo a chance de fazer melhor, de ser melhor.
Hoje, acolho vocês com gratidão. Que sigam sendo bem-vindos na minha vida e na de quem lê essas palavras. Que possamos encontrar, em meio às dores e desencontros, a força para dar um passo adiante, rumo ao que ainda não foi.
Com vocês, aprendi a não temer os finais. Pois, enquanto houver recomeços, haverá vida pulsando, em busca de novas histórias para contar.
Com coragem,
EU.
COMPANHIA NO DIVÃ - Bia Melara
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